O presidente do COP, Fernando Gomes, destacou que o orçamento aprovado permitirá “reforçar o apoio multidisciplinar à preparação dos atletas” e incorpora um “aumento do investimento privado”, estando já “80% garantidos e contratualizados”. Em 2026, o COP terá a seu cargo a organização de três missões internacionais: os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, os Jogos do Mediterrâneo em Taranto — ambos em Itália — e os Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar, no Senegal. Estas iniciativas representam um acréscimo de despesa, mas Fernando Gomes garantiu que haverá igualmente um reforço de financiamento por parte do IPDJ, o que permitirá manter um “equilíbrio orçamental”.
A secretária-geral do COP, Diana Gomes, apresentou o Plano de Atividades, sublinhando que o documento “reforça a identidade da instituição, clarifica a visão, define prioridades ambiciosas e assegura os meios para as concretizar”. Acrescentou ainda que o plano assenta numa convicção essencial: “O Comité Olímpico de Portugal existe para servir o desporto português, colocando o atleta no centro, defendendo os valores olímpicos e promovendo a excelência dentro e fora das competições.”
Diana Gomes destacou também o aumento de 30% do apoio governamental à preparação olímpica, permitindo consolidar áreas fundamentais como medicina desportiva, psicologia, nutrição, fisioterapia e preparação física, numa abordagem integrada e contínua centrada no atleta.
No balanço do trabalho realizado, Fernando Gomes voltou a salientar o papel do Programa de Esperanças Olímpicas, desenvolvido no âmbito do Contrato de Desenvolvimento Desportivo 2024-2028 e que envolve cerca de 40 atletas. Referiu igualmente que os contratos para a requalificação e apetrechamento dos Centros de Alto Rendimento estão praticamente finalizados. O dirigente apontou ainda os resultados históricos alcançados pela Equipa Portugal nos Jogos Mundiais Chengdu 2025 e no Festival Olímpico da Juventude Europeia Skopje 2025, considerados os melhores em duas décadas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos da Assembleia Plenária tratou da apreciação e votação do regulamento que define as condições gerais de atribuição de apoio financeiro às federações desportivas no âmbito da Medida II.1 do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo CP/893/2024. Esta medida visa apoiar a contratação de profissionais qualificados nas áreas da Direção Técnica Nacional e da Gestão Desportiva.
A proposta foi aprovada por maioria, registando-se a abstenção da Federação Portuguesa de Voleibol, que alegou que as federações que já têm diretores técnicos contratados ficam impedidas de concorrer a estes apoios. Pedro Farromba, diretor executivo do COP, esclareceu que essa questão foi amplamente debatida com a tutela durante a elaboração do regulamento, mas não foi possível alterar esse ponto. Ainda assim, garantiu: “A vossa posição dará força para futuras conversas com o Governo.”

