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Trio dos EUA transforma lesões e contratempos em motivação antes do Mundial de Acro em Pesaro – USA trio turns injuries and setbacks into motivation ahead of Acro Worlds in Pesaro

Trio dos EUA transforma lesões e contratempos em motivação antes do Mundial de Acro em Pesaro – USA trio turns injuries and setbacks into motivation ahead of Acro Worlds in Pesaro

Photography: Pedro R. Coelho (www.prcoelho.pt)

Gia Calo, Dakota Martin e Leesy Sarria rumam a Itália depois de quatro anos juntas, medalhas internacionais e uma época marcada pela recuperação de uma lesão. Para a treinadora Sarah Thomas, Pesaro representa mais do que resultados: é a oportunidade de mostrar tudo aquilo que o trio construiu ao longo do caminho.

Depois de quatro anos a treinar, competir e crescer juntas, Gia Calo, Dakota Martin e Leesy Sarria preparam-se para uma das maiores experiências das suas carreiras.

O trio feminino Youth dos EUA treina no Maryland, a cerca de 45 minutos de Washington, D.C., sob orientação da treinadora Sarah Thomas. Numa entrevista ao AcroDream antes de Pesaro, falaram sobre um percurso marcado pela mudança de funções, pelo sucesso internacional e por uma lesão difícil que chegou a colocar em causa a sua última época juntas.

A história desta parceria é pouco habitual: as três começaram originalmente como tops. À medida que o trio evoluiu, Gia e Dakota passaram a bases, enquanto Leesy permaneceu como top.

Para Dakota, no entanto, a maior transformação ao longo destes quatro anos não foi apenas técnica. Foi a relação entre as três.

As atletas começaram juntas na categoria 11-16, passaram pelos 12-18 e competem agora nos 13-19. Dakota afirma que a crescente cumplicidade e amizade entre as três ajudou-as a evoluir enquanto trio e a continuar a perseguir objetivos cada vez maiores.

O Acrobático está a crescer nos Estados Unidos

Thomas considera que a Ginástica Acrobática também está a mudar nos Estados Unidos.

Sem um sistema nacional de treino centralizado, as atletas desenvolvem-se sobretudo através de clubes privados. Se, no passado, apenas alguns clubes formavam os atletas de mais alto nível do país, Thomas afirma que atualmente existem cada vez mais programas nos EUA capazes de desenvolver ginastas que chegam às seleções nacionais e mundiais.

O país tem também procurado criar um percurso mais claro para a transição para a categoria sénior.

Por volta de 2021, foi introduzido um sistema de bónus nas competições nacionais para recompensar atletas Youth e Junior pela execução de elementos de maior dificuldade. O objetivo era incentivá-las a aprender, ainda jovens, os elementos de que iriam necessitar posteriormente no escalão sénior.

Segundo Thomas, esta medida tornou a transição para os seniores menos intimidante e incentivou mais atletas a continuar a competir.

Uma lesão muda a época

O caminho até Pesaro esteve perto de mudar radicalmente em maio.

Gia sofreu uma fratura por avulsão no polegar, teve de ser operada e o trio acabou por falhar os Campeonatos Nacionais dos EUA.

Para Gia, o desafio psicológico foi ainda maior do que o físico.

Descreveu a recuperação como um processo vivido “dia após dia”, enquanto continuava a trabalhar para conseguir regressar em condições suficientemente boas para voltar a competir.

Dakota e Leesy adaptaram o treino enquanto a colega recuperava. Trabalharam intensivamente os fundamentos de equilíbrio, utilizaram cintos nos elementos dinâmicos, melhoraram a resistência e treinaram com outras atletas do clube sempre que era necessário substituir Gia.

Thomas repetia constantemente uma mensagem: treinem como se fossem competir no Mundial.

A treinadora revelou ainda que encontraram inspiração num trio português que tinha passado por uma lesão semelhante e cuja recuperação tinham acompanhado através das redes sociais.

Das medalhas internacionais à desilusão por 0,01

A parceria já conta com importantes resultados internacionais.

Na Bulgária, em 2025, o trio conquistou uma medalha de ouro e duas de prata, as primeiras medalhas internacionais juntas. Dakota afirma que esses resultados mudaram a sua mentalidade e deram-lhes ainda mais vontade de treinar com um propósito claro e voltar a lutar por lugares no pódio.

No MIAC 2026, fizeram parte da equipa dos EUA que conquistou a medalha de bronze, mas ficaram a apenas 0,01 pontos de conquistar também uma medalha de bronze na classificação individual.

Para Thomas, momentos como este ensinam algo que vai muito além da ginástica: a resiliência.

“Vai sempre haver desilusões na vida. E agora? O que fazemos agora? Como seguimos em frente?”

Os pais também fazem parte da parceria

O apoio familiar é outro elemento fundamental na história deste trio.

Thomas descreve um trio de sucesso como um triângulo formado por atletas, treinadores e pais. Segundo a treinadora, a parceria não teria chegado ao nível atual sem famílias dispostas a apoiar sessões de treino adicionais, trabalho de coreografia e todas as exigências associadas a uma carreira internacional de alto nível.

A sua conclusão é simples:

“Sem grandes pais, não existe um grande trio.”

Gia, Dakota e Leesy também afirmam que ter familiares e amigos nas bancadas lhes transmite uma sensação adicional de apoio antes e depois das suas apresentações.

Agora, o sonho chama-se Pesaro

Para Dakota, Pesaro representará duas estreias: o seu primeiro Campeonato do Mundo e a sua primeira visita a Itália. Para além da competição, espera conhecer atletas de outros países e criar novas amizades.

Leesy tem uma ambição desportiva clara: alcançar o top 10 e, eventualmente, lutar por um lugar no pódio.

Thomas partilha esse sonho.

Depois de tudo aquilo por que o trio passou esta época, a treinadora considera que conseguir apresentar as suas séries com sucesso e chegar à final já seria uma conquista.

Mas existe um objetivo maior.

“Se acabassem no pódio, penso que esse seria o AcroDream máximo. Nem sequer importa a cor. Estar no pódio seria um sonho para elas.”

Depois de terem ficado a apenas 0,01 pontos de uma medalha, Pesaro dá ao trio norte-americano uma nova oportunidade de transformar quatro anos de trabalho, amizade e resiliência no maior resultado da sua caminhada.


 

Gia Calo, Dakota Martin and Leesy Sarria head to Italy after four years together, international medals and a season shaped by recovery. For coach Sarah Thomas, Pesaro is about more than results: it is the chance to show what the trio has built along the way.

After four years of training, competing and growing together, Gia Calo, Dakota Martin and Leesy Sarria are preparing for one of the biggest experiences of their careers.

The USA Youth women’s trio trains in Maryland, around 45 minutes outside Washington, D.C., under coach Sarah Thomas. In an AcroDream interview ahead of Pesaro, they spoke about a journey shaped by changing roles, international success and a difficult injury that threatened their final season together.

Their partnership has an unusual story: all three originally competed as tops. As the trio evolved, Gia and Dakota became bases while Leesy remained on top.

For Dakota, however, the biggest transformation over four years has not simply been technical. It has been their relationship.

The athletes began together in 11-16, moved through 12-18 and are now competing in 13-19. Dakota says their growing chemistry and friendship have helped them develop as a trio and continue pushing toward bigger goals.

Acro is growing across the United States

Thomas says Acrobatic Gymnastics is also changing in the United States.

With no centralized national training system, athletes develop primarily through private clubs. Where only a handful of clubs once produced the country’s highest-level competitors, Thomas says more programs across the USA are now developing athletes capable of reaching national and world teams.

The country has also worked to create a clearer pathway toward senior competition.

Around 2021, a domestic bonus system was introduced to reward Youth and Junior athletes for performing more complex elements. The aim was to encourage them to learn skills they would eventually need at senior level while they were still younger.

According to Thomas, that has made the jump to senior competition less intimidating and encouraged more athletes to continue.

An injury changes the season

Their road to Pesaro nearly changed dramatically in May.

Gia suffered an avulsion fracture in her thumb, required surgery and the trio had to miss the US National Championships.

For Gia, the mental challenge was even greater than the physical one.

She described recovering “day by day” while continuing to work so she could return strong enough to compete again.

Dakota and Leesy adapted their training while their teammate recovered. They worked extensively on balance fundamentals, used belts for dynamic elements, improved endurance and trained with other athletes from their gym when someone was needed to step into Gia’s position.

Thomas kept repeating one message: train like you are going to Worlds.

The coach also revealed that they took inspiration from a Portuguese trio that had experienced a similar injury and whose recovery they had followed online.

From international medals to a 0.01 heartbreak

The partnership has already experienced major international success.

In Bulgaria in 2025, the trio won one gold and two silver medals, their first international medals together. Dakota says the results changed their mindset and gave them an even greater desire to train with purpose and reach the podium again.

At MIAC 2026, they were part of the USA bronze-medal team but missed an individual bronze medal by just 0.01 points.

Thomas believes moments like that teach something far beyond gymnastics: resilience.

“There is always going to be disappointment in life,” she said. “What now? What do we do now? How do we move forward?”

Parents are part of the partnership

Family support is another fundamental part of their story.

Thomas describes a successful trio as a triangle involving athletes, coaches and parents. She says the partnership could not have reached its current level without families willing to support extra training sessions, choreography work and the many demands of an elite international career.

Her conclusion is simple:

“Without great parents, there is no great trio.”

Gia, Dakota and Leesy also say having family and friends in the stands gives them an extra sense of support before and after their routines.

Now the dream is Pesaro

For Dakota, Pesaro will bring two firsts: her first World Championships and her first visit to Italy. Beyond competing, she is looking forward to meeting athletes from other countries and building friendships.

Leesy has a clear sporting ambition: reach the top 10 and, potentially, fight for a place on the podium.

Thomas shares that dream.

After everything the trio has gone through this year, she says performing their routines successfully and reaching the final would already be an achievement.

But there is one ultimate goal.

“If they ended up on the podium, I think that would be the ultimate AcroDream. It doesn’t even matter what colour. Just being on the podium would be a dream for them.”

After once missing it by 0.01, Pesaro gives the American trio another opportunity to turn four years of work, friendship and resilience into the biggest result of their journey.

ACROPESARO 2026
World Age Group Competition & Junior World Championships
17–20 September 2026
Senior World Championships
24–27 September 2026
Vitrifrigo Arena – Pesaro, Italy
Tickets: available just online through Vivaticket  – https://www.vivaticket.com/it/tour/acropesaro/4680
Hotel + ticket packages:
AcroPesaro 2026 Packages
Official website:
AcroPesaro 2026
Instagram and Facebook: @acropesaro.2026
AcroDream is something to cheer for!


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Fotografia: Pedro R. Coelho

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